A Toyota revelou uma nova versão da picape Hilux movida a biogás durante encontro do G20 em Foz do Iguaçu, no Paraná. O modelo, desenvolvido por engenheiros brasileiros e argentinos, usa biometano. Trata-se de um combustível renovável que gera menos impacto ambiental comparado a gasolina e diesel.
A extração do biogás, fonte do biometano, ocorre a partir da decomposição de matéria orgânica com a ajuda de microrganismos, resultando em uma mistura de gases. No caso da Hilux da Toyota, o gás vem da cana-de-açúcar, que aproveita resíduos da produção de etanol. O mercado é estratégico para o Brasil, País que mais produz etanol no planeta.
A Toyota, inclusive, tem investido em veículos que fazem uso deste tipo combustível. Aliás, a marca foi a primeira a comercializar modelos híbridos-flex, que usam etanol e também gasolina para locomoção.
Além da aplicação industrial, a produção de biogás pode ser feita em pequenas propriedades rurais, com uso de resíduos de pecuária ou suinocultura.
Embora a Toyota não tenha revelado mais detalhes sobre a motorização da Hilux, há uma especulação sobre o tema. É provável que o protótipo da marca use o motor 2.7 de quatro cilindros, já oferecido no Brasil, com outras formas de alimentação.